O futuro da produção industrial por Robson Andrade CNI

Digitalização é fundamental para assegurar a competitividade na indústria do país.

Chamada de Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, o conceito reúne as principais inovações tecnológicas dos meios de automação, controle e tecnologia da informação, sobrepostas aos procedimentos da manufatura. Através dos sistemas de internet das coisas e serviços, e cyber-físicos; os métodos de produção visam se tornar cada vez mais eficazes.

Desta forma, o incentivo à Indústria 4.0 é o artifício central da política industrial dos maiores países econômicos. Trata-se da inclusão, em grande escala, de tecnologias digitais à área.

Este conceito possibilita a relação e o controle da produtividade, por meio de sensores e ferramentas conectadas à rede, além da junção da vida real com o mundo virtual. Sendo assim, as principais tecnologias relacionadas são: A inteligência artificial, computação em nuvem, internet das coisas, robótica avançada, impressão 3D, manufatura híbrida e big data.

Em países como a Alemanha, por exemplo, a Quarta Revolução Industrial é tida como uma determinante para garantir a competitividade frente à evolução dos adversários, onde os benefícios não têm embasamento somente no baixo custo da mão de obra. Já na China, a Indústria 4.0 aparece como uma oportunidade de solidificar a nação, entre os principais países industrializados.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, a tecnologia e digitalização são fundamentais para garantir a competitividade da indústria do Brasil. A passagem para os meios de produção que distinguem esta nova indústria será definitiva para a competitividade da economia do país, e assim para a sua melhor inclusão em cadeias globais de valor.

Com isso, a CNI lançou algumas iniciativas, cuja finalidade é chamar a atenção de companhias e da própria população para a necessidade do país. Veja a seguir as ações:

  1. A primeira ação foi a concretização de uma pesquisa que mostrou o baixo índice de emprego de tecnologias digitais na manufatura e o desconhecimento sobre a temática, seja no Governo ou no privativo.
  2. Já a segunda iniciativa foi a preparação de um estudo que definiu os principais desafios do país diante a ascensão da Indústria 4.0, estabelecendo-os em sete linhas que devem ser operadas pelos segmentos da indústria e do Estado.

O primeiro passo para que este plano se concretize aqui no Brasil, é a divulgação de sua importância para a competitividades das companhias, em um prazo que, para determinados campos, poderá ser relativamente breve.

Conclusão

O país deve traçar um plano para desenvolver a propagação de tecnologias ao longo das cadeias produtivas. Além do mais, deve-se também elaborar políticas que permitam a origem de fornecedores locais de serviços e bens, afinal, é aí onde estarão as maiores chances de crescimento tecnológico.

Vale considerar que esta ideia está relacionada à articulação dos distintos órgãos do Estado. A Indústria 4.0 é um dos modelos de aproveitamento de tecnologias digitais para a suplantação de grandes desafios.

O nosso país necessita agir de forma rápida para consolidar esta nova e importante indústria.

Fonte: Robson Andrade CNI