Não há empresários que queiram se aproveitar de trabalho barato diz Robson Andrade CNI

É inegável. Desde que foi anunciada, a reforma trabalhista vêm sido bastante discutido, gerando embates entre empregadores e representantes sindicais. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade sugeriu o aumento da jornada de trabalho para 60 horas semanais.

A ideia que inicialmente era de 80 horas, provocou diversas reações da população, divididas se a proposta é benéfica ou não.

Junto a esta ideia, houve a exemplificação da França, cuja jornada de trabalho semanal era de 36 horas e passou para 80 horas, sendo que as horas diárias poderiam chegar a 12 horas.

Para Robson Braga, a ideia de que os empresários e empregadores querem se aproveitar de mão de obra barata é um equívoco. Pelo contrário. O objetivo é auxiliar o bom pagamento ao trabalhador, por meio do aumento da motivação e produtividade.

O porquê da reforma trabalhista

É necessário ter o entendimento de que aquele que gera o emprego é aquele mesmo que (mesmo que de forma indireta) produz e também é quem faz o investimento. Ou seja, não é a central sindical ou justiça do Trabalho que gera o emprego, mas sim os empreendedores.

Quando se cria muitas barreiras à frente destes empresários, há uma grande tendência na redução de empregos. E convenhamos: Não é de falta de emprego que o país está precisando neste momento, não é mesmo?! Pelo contrário, o país precisa de cada vez mais oportunidade, condições de trabalho e qualidade.

Nos dias de hoje, a relação entre empresários e empregados é muito mais flexível. Portanto, a questão não está relacionada a remoção dos benefícios dos trabalhadores, e sim de mais oportunidade e negociação. Deste modo, o trabalhador pode optar pelo que é melhor para si.

Em outras palavras, não há empresários que queiram se aproveitar de um trabalho de baixo custo. Este conceito é completamente errôneo e retrógrado. Hoje, o objetivo é pagar bem o empregado, aumentando assim a produtividade e o interesse. Nada mais é do que uma oferta àqueles que desejam crescer no trabalho.

A comparação com outros países como a França, por exemplo, é para mostrar que lá há uma postura mais firme em relação a justiça trabalhista, no relacionamento empresa/empregado. Isso porque com o rigor antigo, não há a possibilidade de gerar a produtividade, tampouco a competitividade.

Sem esta reforma trabalhista, gradualmente começa-se a perder corporações e empregos para outros países que estão a frente na competitividade. Lá, os trabalhadores estão melhores preparados, por conta da flexibilidade, atraindo também novos indivíduos com mais facilidade.

A preparação está acima de tudo, vale ressaltar.

Conclusão

Com isso, é preciso ter o entendimento de que com a reforma trabalhista, nenhum dos benefícios do trabalhador brasileiro será modificado, mantendo-se intactos. O que muda é a sua flexibilidade e relação de empresa e empregado, auxiliando no modo de contratação e na negociação entre o sindicato dos trabalhadores e dos empregadores. Este acordo por sua vez, se manterá respeitado pela Justiça do Trabalho.

Fonte: BBC